Por Val Barreto.
A Justiça negou, nesta semana, o
pedido de incidente de insanidade mental de Ueliton Aparecido da Silva, de 35
anos, acusado de matar a pauladas a professora Joselita Félix em março deste
ano. A defesa do réu informou nesta quarta-feira (31) que ainda não foi
intimada da decisão, mas revelou que irá recorrer.
Como justificativa de indeferimento
da petição, o juiz da causa, José Gonçalves da Silva Filho, titular da 2ª Vara
do Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho, alega que "inexiste dúvida
plausível acerca da integridade mental do réu", já que Ueliton reconheceu,
durante interrogatório judicial, que teria parado de usar drogas em meados de
2015.
Na decisão publicada na última
terça-feira (30), o magistrado ainda reitera que não percebeu, durante a
audiência de instrução do réu, qualquer "perturbação da saúde mental"
no acusado.
O G1 conversou com o defensor
público Dayan Saraiva, que entrou com o pedido na Justiça. Por telefone, a
defesa de Ueliton explicou que ainda não foi intimada da decisão, mas respondeu
que "sim, vamos recorrer".
Há duas semanas, Dayan contou que
pediu o exame para saber se Ueliton Aparecido é dependente químico, já que, de
acordo com o defensor, há informações no processo que indicam que Ueliton
passou mesmo por tratamento. O réu segue detido na unidade prisional Pandinha,
na capital.
Julgamento por feminicídio
De acordo com a sentença publicada
no dia 27 de junho, o magistrado pronunciou Ueliton Aparecido para que ele seja
submetido ao julgamento pelo feminicídio cometido contra a educadora e também a
tentativa de homicídio contra o pai da vítima, Francisco Félix, de 74 anos.
Ainda não há data para ocorrer a sessão.
Ainda segundo a pronúncia, os
crimes foram cometidos pelo acusado foram "por motivo fútil", já que
"as vítimas foram pegas de surpresa e não poderiam oferecer
resistência". O juiz determinou também que Ueliton continue preso até o
julgamento, pois, no entendimento do magistrado, o acusado "apresenta
acentuada gravidade concreta".
Em audiência de instrução em maio
deste ano, Ueliton foi interrogado e confessou ter matado Joselita. Porém,
negou que tenha sido a pauladas. Disse que a empurrou para se defender e que a
educadora teria caído e batido a cabeça. O réu alegou "legítima
defesa", após ter sido supostamente "agredido por Joselita e pelo pai
da vítima ao mesmo tempo".
Ueliton foi acusado pelo Ministério
Público de Rondônia (MP-RO) de tentativa de homicídio e feminicídio. A vítima e
o acusado ficaram juntos cerca de 3 anos.
De acordo com a denúncia, Ueliton,
inconformado com o término do relacionamento com a vítima, foi até a casa do
pai dela, Francisco Félix. Primeiro, o acusado arrombou a porta da residência
e, com uma faca, desferiu golpes contra o idoso. Depois, pegou um pedaço de
madeira usado para fechar a porta e agrediu inúmeras vezes a professora.
Fonte: G1 RO #SOMOSAVOZDAJOSELITA #ESTAMOSDEOLHO

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